Criticadas comida e limpeza da Escola Prática de Polícia de Torres Novas
ASPP garante que só há cinco funcionárias em todo o recinto.
Depois de ter estado recentemente no centro das atenções, com um aluno do curso de agentes a ser suspenso por insultar a PSP no Facebook, a Escola Prática de Polícia (EPP) de Torres Novas volta a ser notícia.
A ASPP, maior sindicato da PSP, denunciou ao CM as "péssimas condições" daquele estabelecimento de ensino, apontando falta de limpeza e comida sem qualidade e criticando as condições de trabalho dos formadores.
Segundo Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, "existem cinco funcionárias de limpeza na escola, o que é visível na falta de asseio dos alojamentos de formadores, dos alunos, das salas de aula, casas de banho e balneários".
Acrescenta "a pouca qualidade e quantidade da comida e a falta de cozinheiros". Paulo Rodrigues explica, ainda, que os formadores que servem na EPP "recebem ajudas de custo baixas".
Contactada pelo CM, fonte oficial da PSP frisou que a limpeza da Escola Prática de Polícia "é feita por uma empresa externa, escolhida por concurso público e que é fiscalizada. As perturbações na limpeza ocorrem, por vezes, devido a faltas". Mesmo assim, assegura a PSP, "a prioridade é sempre dada à limpeza dos sanitários, quartos e salas".
A EPP, diz a mesma fonte, "tem uma equipa de manutenção às instalações, que têm desgaste devido ao uso de 800 alunos, 200 formadores, e corpo docente".
Por fim, a PSP nega a existência de má comida e garante que as ajudas de custo aos formadores "são pagas conforme a lei".
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