“Custa ver partir uma pessoa assim”
A urna com o corpo da modelo Ana Rita Janeiro, morta num brutal acidente em Lisboa, aos 32 anos, chegou pelas 15h00 de ontem ao crematório da Quinta do Conde, Sesimbra. À sua espera dezenas de amigos e familiares abraçavam--se para confortar a dor. "Custa a acreditar. Não é fácil ver partir uma pessoa como ela", disse um amigo, de lágrimas nos olhos.
A actriz e apresentadora de televisão Cláudia Vieira e o namorado, Pedro Teixeira, e o casal Paula Lobo Antunes e Jorge Corrula foram alguns dos que fizeram questão de dar força ao actor e amigo Nuno Janeiro, que não conseguiu controlar as lágrimas ao olhar para a urna que carregava a irmã.
Desolado estava também o companheiro de Ana Rita. Namoravam há cinco anos e viviam juntos há dois, na Moita. Ana Rita Janeiro, recorde-se, foi violentamente abalroada por um carro quando seguia na sua moto na praça Humberto Delgado, junto ao Jardim Zoológico, na manhã de quinta-feira. Ficou presa debaixo do veículo e não resistiu aos ferimentos graves, acabando por morrer minutos depois de chegar ao hospital.
A mãe, Helena Janeiro, e o irmão, estavam ontem arrasados e receberam o carinho dos amigos quando chegaram ao crematório, naquela que foi a última homenagem a Ana Rita. Helena Janeiro teve mesmo de ser amparada por vários familiares.
A cremação contou com a presença de várias figuras públicas, que não quiseram faltar à despedida de Ana Rita, que ultimamente trabalhava como maquilhadora e era sócia de uma agência de fotografia, em parceria com Gonçalo Claro.
A PSP está a investigar as causas da colisão. Conforme o CM avançou ontem, os exames realizados à condutora do carro que provocou o choque apontam para excesso de álcool no sangue.
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