Amigo degola português com quem partilhava casa e atira corpo ao rio
Homicida foi denunciado pela mulher da vítima que regressou ao Brasil e reparou que o criminoso utilizava bens pessoais de Bruno.
Mais de três anos depois, o homicida de Bruno Guilherme Martins Moreira, um português de 29 anos, entregou-se às autoridades do Paraná, no Brasil. Rendeu-se e antecipou o cumprimento de um mandado de detenção.
Nega ser o autor do crime, mas está indiciado por homicídio triplamente qualificado por haver tortura, motivação fútil e nenhum direito de defesa.
A vítima tinha emigrado para Curitiba com a mulher em 2014, mas esta voltou a Portugal no ano seguinte. Bruno ficou a viver em casa de Diego Rodrigues dos Santos, de 29 anos. De acordo com o delegado Marcos Fernando da Silva Fontes, "a vítima e o criminoso eram amigos".
"O Bruno, inclusive, vivia na casa de Diego sem pagar. A investigação aponta que o Bruno era mantido pela mãe e emprestava dinheiro para o Diego", explicou.
O crime aconteceu em setembro de 2015. O suspeito chegou do trabalho e ficou irritado ao ver a Bruno sentado em frente ao computador sem fazer nada. Nesta altura Diego disparou um tiro que atingiu Bruno na cabeça e a seguir começou a agredi-lo com socos e pontapés.
Depois cortou-lhe o pescoço com uma faca de cozinha, enrolou o corpo num cobertor e atirou-o ao rio Passaúna. Foi encontrado por pescadores e, como não tinha família no Brasil, foi o homicida a fazer a identificação do corpo.
A identidade foi confirmada pela mulher da vítima, que voltou ao Paraná e apercebeu-se que Diego usava bens pessoais de Bruno, o que levou a denunciá-lo à polícia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt