DEGOLADO COM CACOS DE VIDRO

Questões de dinheiro estiveram na base da morte de um homem de 26 anos, degolado com os cacos de uma garrafa de cerveja partida junto à igreja da Azambuja. O agressor encontra-se em fuga.

03 de março de 2003 às 00:00
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A vítima, Júlio Sousa, um angolano filho de pai português, estava há vários anos em Portugal, e vivia na Azambuja com uma mulher brasileira, Isabel Teixeira, com quem tinha uma filha de seis meses.

Segundo Isabel Teixeira, um outro estrangeiro tinha “pedido ao Júlio que queria alugar uma casa” – uma habitação de uma familiar da vítima, situada naquele concelho ribatejano.

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“Deu uma entrada de 300 euros para a casa, mas depois veio dizer ao Júlio que já não queria a casa e voltou a exigir o dinheiro”, adiantou Isabel Teixeira. Mas o Júlio já não tinha o valor em causa e aí terão começado os problemas e ameaças. Na sexta-feira, Isabel Teixeira foi a um jantar para comemorar o casamento de um irmão, mas o “Júlio não quis ir”.

Ainda esteve com ele na rua, mas foi a última vez que o viu vivo. Pouco depois, recebia uma chamada a dizer que ele tinha sido assassinado. Em contrapartida, houve quem tivesse visto Júlio Sousa num café com um desconhecido: “Quem estava com ele, comprou no café uma garrafa de cerveja e outra em lata e meteu tudo nas algibeiras.”

Cerca das 22h30 o corpo de Júlio era, por fim, encontrado no Largo da Igreja, a garganta rasgada pelos cacos de uma garrafa de cerveja.

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