Desvia milhões e livra-se da prisão

Terá de pagar 560 mil euros ao banco pelos danos causados.

02 de junho de 2015 às 18:50
Desvia milhões e livra-se da prisão Foto: DR
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Artur Alho, o ex-gerente do BPN de Gandra, Paredes, acusado de ter desviado três milhões de euros de clientes do balcão que geria, foi ontem condenado pelo Tribunal de Penafiel a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa. Terá ainda de pagar 560 mil euros ao banco pelos danos causados. O caso foi descoberto em março de 2009, mas desde 1998 que o homem, de 66 anos, prometia elevadas taxas de juro – que pagava usando dinheiro de outros clientes, sem o seu consentimento ou conhecimento do banco, forjando assinaturas e documentos. Fazia "movimentações de contas à revelia dos clientes", é referido no acórdão.

Para o tribunal, ficou provada grande parte da acusação e que "a pressão dos objetivos e a manutenção da agência que geria nos lugares cimeiros do ranking" foram o móbil dos crimes de falsificação de documentos e burla qualificada.

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A juíza referiu que "não foi fácil" definir a pena, acrescentando que foi tida em conta a confissão dos factos, o "sincero arrependimento" e contribuição do arguido no processo.

O advogado do arguido considerou que "foi feita justiça". Já Pedro Ávila, defensor do BPN, irá dar conhecimento da decisão ao banco para decidir se irá ser interposto recurso.

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