Detido suspeito de maus-tratos à mulher e ameaças à GNR em Reguengos de Monsaraz
pós ser presente na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial, o detido ficou sujeito às medidas de coação de prisão preventiva.
Um homem de 44 anos foi detido e ficou em prisão preventiva por suspeitas de maus-tratos à mulher, de 35, e ameaças a militares da GNR, em Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, foi esta sexta-feira anunciado.
Em comunicado, o Comando Territorial de Évora da GNR indicou que o suspeito foi detido na quarta-feira, depois de a Guarda ter recebido a denúncia para uma situação de violência doméstica na residência do casal, no concelho de Reguengos de Monsaraz.
Na presença da GNR, "o suspeito ameaçou e injuriou" a mulher, tendo também "proferido ameaças aos militares da Guarda presentes no local", pelo que foi detido, adiantou a força de segurança.
Segundo a GNR, o suspeito já teria exercido no passado violência física e psicológica contra a vítima.
Além da detenção, os militares apreenderam ao suspeito uma arma de ar comprimido, um bastão extensível, um taco de basebol e um telemóvel, acrescentou.
Também em comunicado, o Ministério Público (MP) referiu que o homem está indiciado por quatro crimes de violência doméstica agravado contra a mulher e os três filhos em comum, com 14, 11 e 6 anos, um de resistência e coação sobre funcionário e outro de detenção de arma proibida.
O arguido é suspeito de ter mantido, entre o início do relacionamento amoroso, em 2011 ou 2012, até à data da sua detenção, "maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, praticando-os na presença dos filhos menores que têm em comum", incluindo "ameaças de morte constantes", adiantou o MP.
O MP revelou ainda que, após ter tido conhecimento dos novos factos, "determinou a reabertura de um inquérito anterior, autuado em 2022, e que se encontrava arquivado por falta de prova", no âmbito do qual chegou a ser "determinado que as vítimas tivessem que ser acolhidas em casa de abrigo".
Após ser presente na quinta-feira a primeiro interrogatório judicial, o detido ficou sujeito às medidas de coação de prisão preventiva.
No comunicado, o MP revelou que vai analisar a decisão do juiz de instrução quanto à não aplicação da medida de suspensão do exercício das responsabilidades parentais pedida pelo Ministério Público, tendo em vista a eventual interposição de recurso.
As investigações prosseguem sob a direção da Secção de Reguengos de Monsaraz do MP, com a coadjuvação da GNR.
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