"Deu-me chapada e perdi controlo"

Ministério Público e família de sucateiro pediram pena pesada para autor confesso do crime ocorrido em março passado na empresa Auto Peçusa.

11 de dezembro de 2014 às 12:37
Foto: Pedro Noel da Luz
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Tanto a família do sucateiro Luís Duarte como o Ministério Público pediram pena pesada para José Ganhão, ontem, nas alegações finais no julgamento do homicídio do empresário, ocorrido em março no Parchal, Lagoa. A advogada da família, Carla Silva e Cunha, pediu mesmo a pena máxima (25 anos de prisão) e indemnização superior a 100 mil euros. Para a advogada, esta seria "uma condenação na justa medida do arguido" pois, defendeu, "não se mata homens como se mata galinhas".

Já no entender do Ministério Público (MP), a pena a atribuir ao arguido "não poderá ser inferior a 22 anos". O procurador considera que se tratou de um "crime premeditado" e que a única dúvida é a razão pela qual "o arguido fez o que fez". Carla Silva e Cunha disse que o crime foi uma "cobardia e uma monstruosidade, bárbara e animalesca".

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Na sessão de anteontem, no Tribunal de Portimão, José Ganhão confessou que matou o sucateiro, a quem chamava ‘paizinho’: "Ele deu-me uma chapada e eu perdi o controlo e bati-lhe com um pau. Depois dei-lhe um tiro com a minha arma e outro com a pistola dele", descreveu, admitindo que se encontrava alcoolizado e que não roubou o dinheiro que estava no escritório da sucata Auto Peçusa, onde ocorreu o crime.

José Ganhão responde pelo furto de uma quantia de que, segundo o MP, "não se sabe o montante em concreto, mas ronda entre 13 mil e 17 mil euros", posse de arma proibida e condução sem carta. A leitura do acórdão decorre dia 17 às 14h30.

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