Dezenas de casas e empresas atingidas pelas chamas em Vagos
O pavilhão municipal recebeu cerca de 50 pessoas durante a noite.
Dezenas de casas ficaram queimadas em Vagos, Aveiro, assim como várias empresas, na sequência dos incêndios que atingem a região Centro e que já provocaram 27 mortos, disse à agência Lusa o presidente do município.
Segundo Silvério Regalado, os planos de emergência municipal e distrital (Aveiro) estão ativados e o centro de saúde está aberto em permanência.
O pavilhão municipal recebeu cerca de 50 pessoas durante a noite.
As escolas estão encerradas, indicou o autarca, apelando à população para ajudar os bombeiros.
A empresa Ria Blades, grande empregadora do concelho, também foi atingida.
O socorro, explicou ainda Silvério Regalado, tem sido feito com "prata da casa" e populares, embora estivessem a chegar alguns reforços, a meio da manhã de hoje.
As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 27 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.
Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos.
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