Dezenas de pessoas em zona proibida do Gerês preocupam autoridades devido aos incêndios

Este fim de semana foram resgatadas duas pessoas que caíram na zona das Sete Lagoas.

05 de julho de 2026 às 18:00
Parque da Peneda-Gerês Foto: Nuno Fernandes Veiga
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O comandante dos Bombeiros de Salto, em Montalegre, denunciou este domingo a presença de dezenas de pessoas na zona de Sete Lagoas, em Cabril, no Parque Nacional Peneda do Gerês, alertando para o perigo que correm devido aos incêndios.

Em declarações à Lusa, Hernâni Carvalho revelou que no sábado e domingo tiveram que resgatar duas pessoas que caíram na zona das Sete Lagoas, onde estavam apesar do estado de alerta e de ser proibida a circulação e permanência naquele local.

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Segundo o chefe dos bombeiros, no primeiro caso tratou-se de uma mulher espanhola, grávida, que tinha ido para o local, com mais 18 pessoas, num grupo que incluía idosos e crianças, enquanto este domingo  o resgate versou uma jovem de 19 anos, que também caiu.

"São dezenas as pessoas que acorreram ao PNPG este fim de semana, apesar do estado de alerta", revelou o comandante para quem há "um vazio de Estado" no Parque.

Neste contexto, o comandante exigiu respostas da Câmara de Montalegre, da direção do PNPG, do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) assim como da GNR, a fim de que passe a haver vigilância no parque e as pessoas se sintam desencorajadas a procurar esses locais.

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"Tendo o parque acessos em que apenas se pode circular em fila indiana, por serem tão estreitos, como é que, em caso de incêndio, se consegue tirar tantas pessoas, rapidamente, de locais tão difíceis como estes?", perguntou Hernâni Carvalho.

À Lusa, a presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes, foi ainda mais longe na argumentação e defendeu a aplicação de multas sempre que os resgates acontecerem devido ao incumprimento das regras.

Segundo a autarca, as cinco câmaras que têm território no Parque Nacional [Terras de Bouro, Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Montalegre], juntamente com as diferentes autoridades, têm feito "esses alertas, essas reivindicações, seja junto da direção do parque, seja junto do ICNF, para que haja medidas mais restritivas".

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Defendendo que a direção do parque devia dispor de meios no terreno para haver uma fiscalização mais próxima, a autarca considerou, também, dever o Estado "criar mecanismos para que as pessoas sejam responsabilizadas pelos seus atos".

"É evidente que se as pessoas forem obrigadas a pagar esses resgates, porque resultam da sua própria incúria, com toda a certeza que seria um exemplo para outros e também uma medida dissuasora", disse.

A Lusa tentou também obter uma reação do ICNF, mas até ao momento não foi possível.

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