Diana Fialho faz tapetes de Arraiolos dentro da cadeia

Filha adotiva de Amélia Fialho até tem contrato de trabalho.

10 de julho de 2019 às 01:30
Diana Fialho à chegada ao tribunal do Barreiro Foto: Pedro Ferreira
Diana Fialho, ontem, no Tribunal do Barreiro. Está acusada de homicídio qualificado e profanação de cadáver Foto: Pedro Barreiro
Amélia Fialho foi morta pela filha Diana e o genro Iuri Foto: Direitos Reservados
Diana Fialho Foto: CMTV

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Diana Fialho passa os dias na prisão de Tires a fazer tapetes de Arraiolos e até tem contrato de trabalho, desde março.

"Comecei a trabalhar nos tapetes de Arraiolos em novembro e gosto muito do que faço. Em março fizeram-me um contrato porque sabem que não tenho meios de subsistência", explicou esta terça-feira no Tribunal de Almada.

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Diana, agora com 23 anos, contou que até hoje nunca recebeu visitas na prisão. "As pessoas que indiquei como visitas ainda não tiveram autorização do estabelecimento prisional", explicou.

Diana Fialho e Iuri Mata foram inquiridos pelo coletivo de juízes sobre a sua vida antes e depois da morte de Amélia Fialho, de 59 anos.

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A arguida contou que sofreu dois episódios depressivos: o primeiro aos 14 anos, aquando da morte da avó, mãe de Amélia, e o segundo quando tinha 18 anos, altura em que teve de ser medicada.

O casal está pronunciado por um crime de homicídio qualificado e um crime de profanação de cadáver. O coletivo de juízes do Tribunal de Almada já fez saber que, se for condenada, Diana será sujeita à pena acessória de perda do direito à herança da professora, sua mãe adotiva.

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Na sessão de ontem, Orlanda Carmo, mãe de Iuri Mata, emocionou-se enquanto falava do filho, que descreveu como amistoso.

Orlanda garantiu ainda que vai estar sempre ao lado do filho. "Vou apoiá-lo sempre. Visito-o duas vezes por semana. Sempre foi muito responsável e com boas notas" explicou ao coletivo de juízes do Tribunal de Almada.

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