‘Diário de uma Stripper’: Deputado do Chega escreve livro sobre uma imigrante brasileira

Político lançou um livro onde relata a vida de uma stripper brasileira em Lisboa, onde há episódios com drogas e orgias.

10 de maio de 2024 às 01:30
Bruno Nunes é deputado no partido Chega Foto: Direitos Reservados
O livro ‘Diário de uma Stripper’ fala sobre uma imigrante brasileira Foto: Direitos Reservados

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Bruno Nunes, deputado do Chega, imaginou-se quatro meses na vida de Lady, uma brasileira em Lisboa, que imigra à procura de uma vida melhor, mas acaba como stripper, para escrever o seu primeiro livro - ‘Diário de uma Stripper’. O político conta, sem pudores, todos os pormenores daquele trabalho e ainda a relação com as drogas e o sexo - com orgias.

Não é apenas um relato de um emprego em Lisboa. Lady apaixona-se por um cliente. Mais tarde, consegue marcar um encontro com Ricky. No final da noite, vão para um hotel. "Voltei-me de frente para ele e com uma mão acariciei o meu peito com a outra passei por dentro das calcinhas como se me estivesse a masturbar, o homem estava doido, (...) voltei-me de novo de costas e tirei as calcinhas inclinando-me depois para a frente sempre com a mão a tapar a vagina por forma a ele não ver, foi quando ele me disse ‘faz amor comigo’, mudei de cor, não sei se fiquei vermelha ou roxa, mas eu também queria."

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Porém, Lady foi detida pelo SEF. Tentou pedir ajuda a Ricky, mas este ignorou-a. Com o coração partido, a jovem brasileira entrou num ciclo de cocaína e sexo. Até nos dias em que Lady planeava ficar em casa a ver um filme, acabava a noite numa orgia. "O Rui pegou em 3 filmes, um de ação, um de comédia, e um de sexo (…) O homem estava de pau feito e doido (...). Foi dizendo que era engraçado fazermos amor as três, para ele ver e o deixar doido, ao início pensei que estava a brincar, mas quando se ajoelhou e meteu a língua entendi que era sério."

Em declarações à ‘Sábado’, Bruno Nunes contou que o livro foi escrito "num contexto académico" e para construir a personagem principal falou com João Melo, um amigo que apresentava na TVI o programa ‘Sexo, Vídeo e CIA’. Durante a obra, o deputado optou por deixar os erros gramaticais e de ortografia, como por exemplo vírgulas entre sujeitos e predicados, acentos trocados, entre outros.

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