Dizia ser médica e despia vítimas
Ao telefone com mulheres, cujo número escolhia ao acaso, dizia ser uma médica do Hospital de S. João ou do Instituto de Português de Oncologia do Porto. Informava as vítimas que tinham cancro e que deviam enviar fotos dos órgãos genitais, numa espécie de consulta telefónica. Apavoradas, as falsas doentes obedeciam. <br/><br/>
O esquema foi montado por Carlos Ferreira, um vendedor de 48 anos, residente em Vila das Aves e pai de quatro filhas. Acaba de ser acusado de 123 crime: 63 de coacção sexual, 58 de perturbação da vida privada e dois ilícitos de importunação sexual de menores.
A "falsa médica" assustava de tal forma as mulheres, que estas filmavam e fotografavam os seios e os órgãos sexuais, acreditando estar a falar com uma profissional. As vítimas só percebiam a farsa quando se dirigiam ao hospital para fazer um rastreio. Por todo o País, entre 2008 e 2010, pelo menos 60 pessoas foram enganadas. Entre elas estão advogadas, bancárias e até estudantes de Medicina. O homem foi detido no ano passado, após meses de investigação. Saiu do TIC com termo de identidade e residência. Segundo a acusação do DIAP do Porto, Carlos Ferreira fez tudo para satisfazer os impulsos sexuais perversos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt