Dor e consternação no funeral de Sofia
Sofia Ribeiro foi ontem a enterrar. Dezenas de familiares e amigos participaram no funeral da bebé de 16 meses que morreu afogada, terça-feira, num lago ornamental da vivenda da ama, que funcionava como creche ilegal, no sítio dos Vilarinhos, em São Brás de Alportel. <br/>
A dor e a consternação estiveram presentes numa pesada e muito chorosa cerimónia fúnebre que, de manhã, se realizou da Igreja de São Sebastião para o cemitério de São Brás de Alportel. No último adeus à criança, o caixão foi transportado, à mão, até ao cemitério, pelo pai e outros familiares. A mãe, amparada, seguiu logo atrás, ‘lavada em lágrimas’.
Sofia foi a enterrar conjuntamente com um pequeno peluche "que nunca abandonava", explicou ao CM uma vizinha. Representações da GNR e dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel marcaram, igualmente, presença.
A Polícia Judiciária de Faro, a quem o Ministério Público anteontem enviou a investigação, deverá agora ouvir a ama da criança, para verificar se foi descurado o dever de cuidado. Poderá estar em causa um crime de homicídio por negligência, mas dada a repercussão social da morte da menina na comunidade, o magistrado entendeu que o processo deveria ser investigado pela PJ – embora não fosse um crime da sua exclusiva competência. Nos próximos dias deverão ser ouvidos os pais e a ama, a quem a criança estava entregue.
Recorde-se que a criança faleceu às 13h39 de terça-feira. A ama, após o almoço, deitou as seis crianças que tinha à sua guarda e foi arrumar a cozinha. Sofia terá acordado e, aproveitando uma porta que foi deixada aberta, saiu para o exterior da vivenda. Terá caído junto ao pequeno lago ornamental do jardim e só alguns minutos depois a ama deu pela sua ausência. Bombeiros e INEM chegaram ao local, mas já tarde demais para salvar a menina de 16 meses.
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