"É pago para patrulhar, não para sair mais cedo”: militar da GNR abandona posto durante serviço
Foi condenado a 3 meses de prisão substituídos por multa de 630 euros.
A missão da GNR é fazer serviços pagos por todos os portugueses, não é andar a fazer gratificados.
O senhor era pago para patrulhar, não para sair duas horas mais cedo." As palavras são da juíza Isabel Trocado, que esta segunda-feira condenou um militar da GNR atualmente na reserva a três meses de prisão, substituídos por uma multa de 630 euros, pelo crime de abandono de posto.
Ao deixar o serviço, parte da A1, da A14 e da A17 ficaram sem patrulhamento durante várias horas, a 18 de fevereiro de 2018.
O militar, que trabalhava no posto de trânsito da GNR da Mealhada, foi condenado no Tribunal de S. João Novo, Porto. O processo refere que o arguido tinha feito um gratificado e, depois, entrou ao serviço de patrulhamento - o qual abandonou antes do horário previsto. "Que o senhor não fizesse o serviço remunerado, o tribunal até compreende.
Agora, o que nós não compreendemos, nem o cidadão comum, é que não se faça o serviço de patrulhamento. Num país que ocupa um lugar cimeiro de sinistralidade rodoviária, tem de haver a presença de militares nas estradas. Tem de haver prontidão para haver segurança. O senhor achava era que não ia ser descoberto", referiu a magistrada. "O que está aqui em causa é a pena de prisão. Se não pagar o valor, tem de cumprir a pena", sublinhou.
O processo indica que o militar deveria ter substituído os colegas de outra patrulha, chamados para transportar um órgão para transplante de Coimbra para o Porto.
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