Enfermeira assassina passa a cumprir pena na mesma ala da viúva Rosa Grilo
Mariana vai sair da cela individual e segue para pavilhão onde cumprem pena criminosas perigosas, como a mulher que matou Luís Grilo.
Passado o período de integração na cadeia de Tires - onde Mariana Fonseca tem sido sujeita a várias consultas médicas e de Psicologia -, a enfermeira homicida, que chegou a Portugal na quinta-feira à noite, depois de ser deportada da Indonésia, vai sair de uma cela isolada para a ala que acolhe as reclusas mais perigosas do País, a cumprirem penas pesadas, sobretudo por homicídio. São elas, por exemplo, Rosa Grilo, que assassinou o marido, o triatleta Luís Miguel Grilo, para ficar com o amante; as homicidas que torturaram até à morte a pequena Jéssica, em Setúbal; ou a mulher que matou a ama na Amadora, mais recentemente. Esta última ainda aguarda julgamento em prisão preventiva.
Mas esta ala não é novidade para Mariana, até porque esteve lá presa no ano de 2020, quando foi apanhada pela PJ após ter matado Diogo Gonçalves, no Algarve, num plano orquestrado com a namorada da altura, Maria Malveiro, entretanto encontrada morta dentro da cela.
Como o CM já tinha noticiado, Mariana Fonseca, assim que chegou na quinta-feira à noite a Tires, foi colocada junto à casa das mães, onde cumprem pena as reclusas com filhos que nasceram na cadeia e que ali podem permanecer até aos três anos de idade.
Mariana Fonseca tem para cumprir 23 anos de cadeia. Em julho fugiu do nosso país rumo à Indonésia. Nesta fase, já escolheu as visitas que poderá receber, para além do advogado. São elas os pais e uma avó por quem chorou quando deixou uma carta de despedida a assumir a fuga do nosso país.
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