Régua: jovens confessam crimes
Jovem, de 23 anos, foi assassinada e enterrada em horta.
Frederico Teixeira não conseguiu explicar aos juízes do Tribunal de Vila Real porque motivo esfaqueou Catarina Rodrigues, na noite de 30 de dezembro de 2013, na Régua. O jovem, que esta terça-feira começou a ser julgado juntamente com outros três arguidos, chorou e disse que tem de pagar pelo que fez.
"O Emanuel deu-lhe uma bofetada e a seguir o Johnny apertou-lhe o pescoço. Toquei no pulso da Catarina, não senti nada, mas ela ainda soluçava. Não sei o que se passou depois, entrei em paranoia e dei-lhe duas facadas no pescoço. Depois, enterrámos o corpo numa horta abandonada. Só quero dizer que não sou um psicopata", contou o jovem, de 20 anos, que é filho de um militar da GNR.
Além de Frederico, ontem foram ouvidos Johnny Carvalho e Emanuel Brito. Os três arguidos assumiram ter estado envolvidos no crime. Contaram versões com pormenores diferentes, mas foram unânimes num ponto: o quarto arguido, Álvaro Brito, não participou nos factos. "Eu estava zangado com ele. Quis vingar-me e incriminei-o", disse Frederico.
Segundo a acusação, Catarina, de 23 anos, era forçada por Johnny e Emanuel – seu cunhado – a prostituir-se. Os dois suspeitos terão também forçado a vítima a manter relações sexuais com eles. Semanas antes do crime, Catarina teria ameaçado contar tudo às autoridades e revelar ainda que Emanuel traficava droga.
"Pedi ao Frederico para marcar um encontro com ela, porque queria tirar satisfações com ela. O Johnny queria fazer o mesmo. Só queríamos pregar-lhe um susto", contou Emanuel.
O corpo da jovem esteve dez meses enterrado na horta.
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