Erro de programação dos inibidores prolonga greve na prisão de Vale de Judeus

Sindicato Nacional da Guarda Prisional estendeu greve até final de agosto. Estrutura entende que ainda falta segurança.

06 de julho de 2026 às 01:30
Greve na cadeia de Vale de Judeus começou a 10 de março Foto: Vitor Rios
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O Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) prolongou, até final de agosto, a greve que decretou na cadeia de Vale de Judeus, e que dura desde 10 de março. Em causa, segundo Frederico Morais, presidente do SNGP, disse ao CM está, entre outras razões, "o erro de programação dos inibidores de sinal, destinados a bloquear telemóveis e drones", o que inviabiliza a entrada em funcionamento destes equipamentos.

A paralisação, conforme o SNGP sublinha, "tem a ver com a falta de condições de segurança dos guardas, que subsiste desde a fuga de cinco reclusos, entretanto recapturados, em setembro de 2024". O dirigente sindical frisa que já houve evoluções: "Já foi concluída a iluminação, e a limpeza de mata em redor da cadeia". "Além de o programa dos inibidores ter de ser refeito, já que houve um problema de programação do equipamento, vindo de Israel, falta lançar o concurso para a construção de duas torres de segurança, e colocar novas redes nos pátios", acrescentou Frederico Morais.

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A continuação da greve vai fazer com que os presos fiquem sem atividades (escola e trabalho), e permaneçam 22 horas fechados nas respetivas celas. "A greve permite que a cadeia funcione, já que a redução dos horários dos reclusos, e o desfasamento das idas ao pátio, permite o controlo por menor número de guardas", concluiu o dirigente sindical.

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