Erro de programação dos inibidores prolonga greve na prisão de Vale de Judeus
Sindicato Nacional da Guarda Prisional estendeu greve até final de agosto. Estrutura entende que ainda falta segurança.
O Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) prolongou, até final de agosto, a greve que decretou na cadeia de Vale de Judeus, e que dura desde 10 de março. Em causa, segundo Frederico Morais, presidente do SNGP, disse ao CM está, entre outras razões, "o erro de programação dos inibidores de sinal, destinados a bloquear telemóveis e drones", o que inviabiliza a entrada em funcionamento destes equipamentos.
A paralisação, conforme o SNGP sublinha, "tem a ver com a falta de condições de segurança dos guardas, que subsiste desde a fuga de cinco reclusos, entretanto recapturados, em setembro de 2024". O dirigente sindical frisa que já houve evoluções: "Já foi concluída a iluminação, e a limpeza de mata em redor da cadeia". "Além de o programa dos inibidores ter de ser refeito, já que houve um problema de programação do equipamento, vindo de Israel, falta lançar o concurso para a construção de duas torres de segurança, e colocar novas redes nos pátios", acrescentou Frederico Morais.
A continuação da greve vai fazer com que os presos fiquem sem atividades (escola e trabalho), e permaneçam 22 horas fechados nas respetivas celas. "A greve permite que a cadeia funcione, já que a redução dos horários dos reclusos, e o desfasamento das idas ao pátio, permite o controlo por menor número de guardas", concluiu o dirigente sindical.
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