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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Inibidores de sinal já estão a ser instalados na prisão de Vale de Judeus

Instalação chegou a estar prevista para o final do ano de 2025.

18 de junho de 2026 às 17:11

A instalação de inibidores de sinal de telecomunicações na cadeia de Vale de Judeus, em Alcoentre, já está em curso, depois de um atraso no envio de equipamentos por causa da guerra no Médio Oriente.

Em resposta à Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) explicou que "está a decorrer o processo de instalação dos inibidores de sinal", não adiantando, no entanto, nenhuma data para conclusão.

O calendário para ter os inibidores a funcionar na prisão de Vale de Judeus, de onde fugiram cinco reclusos em setembro de 2024, tem sido alterado ao longo dos últimos meses, com atrasos associados a problemas para desalfandegar os equipamentos, ao mau tempo e depois à guerra no Médio Oriente, uma vez que um dos equipamentos necessários veio de Israel.

A instalação chegou a estar prevista para o final do ano de 2025, tendo o diretor-geral das prisões, Orlando Carvalho, dito logo no início de janeiro, à margem de uma visita às futuras instalações da Delegação Norte da DGRSP, no Porto, que os testes deveriam começar num prazo de 60 dias - até ao final de fevereiro.

Dias depois, a 20 de janeiro, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, explicava o caso na Assembleia da República, dizendo aos deputados que contrato teve de ser feito em regime de confidencialidade e que houve problemas para desalfandegar os equipamentos, uma vez que Portugal não produz estes equipamentos e os mesmos foram importados.

Já no mês seguinte, em fevereiro, e depois da passagem da depressão Kristin, a DGRSP indicou em comunicado que o processo dos inibidores estava "em fase final de montagem, apesar de ligeiros atrasos decorrentes da intempérie" que se registou no final de janeiro.

Os inibidores de sinal fazem parte de um projeto-piloto que surgiu na sequência da fuga de cinco presos da cadeia de Vale de Judeus, em setembro de 2024, e o objetivo é bloquear os sinais dos telemóveis e dos drones dentro da prisão.

Segundo a DGRSP "o equipamento opera de forma controlada, podendo ser ativado ou desativado conforme as necessidades, a partir do próprio estabelecimento ou do centro nacional".

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