Escutas revelam que banqueiros estavam dispostos a perdoar dívida a Berardo

PJ descreveu suspeitas de gestão danosa na Caixa Geral de Depósitos, mas ninguém foi acusado. Carlos Santos Ferreira passou património para a mulher.

01 de abril de 2026 às 16:17
Joe Berardo Foto: NUNO VEIGA/LUSA
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Com o vírus da Covid-19 ainda presente na sala de interrogatórios do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em junho de 2021, o juiz Carlos Alexandre bem incentivou o Ministério Público a pôr à sua frente mais pessoas, além dos dois detidos que lhe foram presentes: José (Joe) Manuel Berardo e o seu fiel advogado, André Luiz Gomes, ambos suspeitos de burla qualificada aos três bancos que emprestaram dinheiro ao empresário/especulador: a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Millennium BCP e o BES (Novo Banco).

Mas na mente do juiz também estavam os banqueiros que abriram as portas do crédito a Joe em mais de mil milhões de euros: “Este assunto que temos aqui vai ter de escalar para os administradores, vai ter de escalar”, atirou o magistrado judicial, pouco satisfeito com as respostas de André Luiz Gomes, o único arguido que prestou declarações. Mas não escalou, já que nenhum antigo administrador da CGD foi acusado, apesar de no processo o crime de gestão danosa (que só se aplica a empresas do setor público) pairar do início ao fim e de existirem várias suspeitas e até escutas telefónicas que indiciam comprometimentos a vários níveis.

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