Espião protegia contas de droga
Organizações criminosas internacionais tinham ‘toupeira’ no Banco de Portugal.
Um quadro médio do Banco de Portugal está entre os arguidos do caso de branqueamento de capitais que levou à detenção de cinco gestores das casas de câmbios Money One e Transfex. É suspeito de passar informações a troco de dinheiro.
De acordo com a investigação da Unidade de Combate à Corrupção da PJ, em articulação com a 3ª secção do DIAP de Lisboa, era através das duas empresas que entrava o dinheiro de várias organizações criminosas internacionais dedicadas ao tráfico de droga e de seres humanos.
O dinheiro entrava no sistema financeiro através do banco BIC (ex-BPN) sob a forma de remessas dos emigrantes e não era comunicado pelo BIC ao Banco de Portugal como está obrigado por lei – sempre que são feitos depósitos superiores a 5000 € em dinheiro ou feitas transferências envolvendo mais de 10 mil euros os bancos têm de identificar os autores e enviar a informação ao supervisor. Era aqui que atuava a ‘toupeira’ das organizações envolvidas, evitando o alerta de branqueamento para o supervisor.
O esquema foi descoberto e os 5 gestores foram detidos quarta-feira. Três ficaram em em prisão preventiva.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt