Estudante condenado a três anos em hospital após torturar namorada
Filipe Pereira foi considerado inimputável.
Sequestrou a namorada em casa, em fevereiro de 2018, em Lisboa, acusando-a de pertencer a uma seita religiosa. Violou-a até a jovem, com quem namorava há sete anos, perder a consciência.
Torturou-a com um objeto perfurante na garganta, e tentou partir-lhe os ossos das mãos com alicates. Ao fim de dois dias de inferno, a jovem, na altura com 23 anos, foi salva pela PSP, e esteve internada vários meses.
Saiu do cativeiro com os dois maxilares partidos, e sem conseguir falar. Filipe Bernardo Pereira, autor dos crimes, ficou em prisão preventiva e ontem ouviu um coletivo de juízes do Campus de Justiça, em Lisboa, declará-lo inimputável durante a leitura do acórdão do processo.
Os magistrados validaram as perícias médicas pedidas pela defesa de Filipe Bernardo Pereira, considerando-o mesmo um inimputável perigoso.
O arguido, estudante universitário de 27 anos, foi condenado a uma pena de três anos de internamento psiquiátrico num Hospital-Prisão, renovável mediante parecer médico. Os advogados da vítima e do arguido ponderam avançar com recursos.
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