Europa investiga morte de militar no Mali
Sargento-ajudante Benido assassinado por terroristas.
O atentado terrorista que matou o sargento-ajudante Gil Benido, abatido com disparos de metralhadora ‘Kalashnikov’ num resort próximo de Bamako, Mali, no último domingo, vai ser investigado pela União Europeia (UE). Isto porque foi a UE que organizou a missão de formação do exército maliano, em que o militar português e outros nove compatriotas participavam.
As investigações começaram logo na tarde de domingo, na estância Le Campement Kangaba, perto de Bamako, que foi invadida por um comando da Al-Qaeda do Magreb Islâmico. Só com a intervenção de tropas especiais malianas e apoio de militares estrangeiros foi possível repor a normalidade.
Gil Benido, de 42 anos, e um colega português estavam no resort. Foram alvo das rajadas de ‘Kalashnikov’. O primeiro morreu e o segundo ficou ferido. Os militares do Comité Militar da UE vão agora apurar as circunstâncias das quatro mortes que resultaram do atentado.
O corpo de Gil Benido chegou ontem à base de Figo Maduro, em Lisboa, transportado por um avião C-130 da Força Aérea. O Presidente da República e várias chefias militares acompanharam a dor dos familiares.
A autópsia realizou-se ainda ontem. O corpo seguiu depois para a Igreja Matriz de São Martinho do Campo, Valongo, de onde Gil Benido era natural.
"Ele não merecia morrer, mais valia ter ido eu", lamentou em lágrimas Adão Pimenta, amigo próximo.
O funeral realiza-se pelas 15h00 desta quinta-feira com honras militares.
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