Ex-namorado agride e viola em Évora. Detido fica em prisão preventiva

Suspeito, mesmo fugido às autoridades, continuou a importunar a vítima.

27 de maio de 2026 às 16:17
Foi detido pela PSP Foto: Direitos reservados
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Um homem de 38 anos ficou esta quarta-feira em prisão preventiva por violência doméstica, violação e sequestro da ex-namorada, de 24 anos. Os crimes ocorreram em Évora e, na semana passada, o suspeito conseguira fugir às autoridades - o que obrigou a medidas especiais de proteção da vítima, uma vez que o homem a continuou a importunar através das redes sociais.

De acordo com o Ministério Público (MP), o agressor e a vítima mantiveram um namoro entre o verão de 2021 e novembro de 2025. "Desde o início da relação, o arguido, de modo reiterado e com enorme intensidade, sujeitou a vítima a maus-tratos psicológicos e físicos", descreve o MP.

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Em duas ocasiões distintas, abusou, com brutalidade, sexualmente da vítima, violando-a; e, numa outra situação manteve-a, sob ameaça física e verbal, no interior de uma viatura automóvel, impedindo-a de sair.

"Após o fim do relacionamento por vontade da vítima, o qual nunca aceite pelo arguido, o mesmo adotou comportamentos reiterados de perseguição presencial e através de permanentes contactos telefónicos e através das redes sociais, incluindo com ameaças contra a integridade física e vida da vítima", revela o MP.

Após a vítima ter denunciado o 'ex', e por temer pela sua vida, a avaliação de risco de revitimização foi "classificado como elevado/extremo". "De imediato foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito e, após consentimento, para apoio e proteção, tudo em articulação com a PSP de Évora e ONG vocacionada para o apoio e acompanhamento de vítimas de violência doméstica, foi aquela, num primeiro momento, acolhida em casa de abrigo, atuação funcional desenvolvida em menos de 24 horas", assinala o MP.

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"Uma vez que o arguido conseguiu fugir e adiar a detenção até ao dia de ontem, foi, até então, concedida à vítima, que entretanto tinha regressado a Évora e à sua residência, a medida de proteção de teleassistência. Para sua proteção, a vítima beneficiou também de acompanhamento de proximidade e proteção policial. No período que mediou entre a emissão de mandados de detenção e o seu cumprimento, o arguido, mesmo ausente em parte incerta, continuou a importunar a vítima através das redes sociais, ainda que utilizando perfil diferente da sua identidade", relata a mesma fonte.

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