Ex-secretários de Estado de Sócrates vão ser julgados no caso das PPP
Paulo Campos e Carlos Costa Pina foram pronunciados por crimes de participação económica em negócio. Prejuízo ao Estado estimado em 100 milhões de euros.
O Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu, esta segunda-feira, levar a julgamento os ex-governantes Paulo Campos e Carlos Costa Pina, no âmbito do caso das parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias.
A notícia da decisão do juiz de instrução foi avançada pela CNN Portugal e confirmada pelo Correio da Manhã.
Os antigos secretários de Estado das Obras Públicas e do Tesouro e Finanças do governo de José Sócrates foram pronunciados por crimes de participação económica em negócio.
Em causa estão os "contratos de subconcessão celebrados, entre 2009 e 2010, pela EP - Estradas de Portugal, S.A., com as subconcessionárias do Algarve Litoral, Transmontana, do Douro Interior, do Baixo Alentejo e do Litoral Oeste", precisou, em 2021, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), na nota em que anunciou a dedução da acusação. Pelo caminho, ficaram os crimes relacionados com a renegociação, em 2010, das concessões portajadas do Norte e da Grande Lisboa, entre outras.
O processo conta ainda com um terceiro arguido, o antigo dirigente das Estradas de Portugal Rui Manteigas, que será julgado, também por participação económica em negócio.
A decisão da instância mantém, com ligeiras alterações, a tese do Ministério Público, que aponta para um prejuízo ao Estado estimado em 100 milhões de euros, montante que terá revertido em benefício de empresas concessionárias de autoestradas.
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