Exército ainda não entregou exames de Comandos que morreram

Investigação já pediu processos clínicos mas ainda não obteve resposta.

10 de fevereiro de 2017 às 10:33
Dylan Silva, Ponte de Lima, Alcochete, Hugo Abreu, Hospital Curry Cabral, Lisboa Foto: Direitos Reservados
Hugo Abreu Foto: Facebook
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Alcochete, Instituto de Medicina Legal de Lisboa, Hugo Abreu e Dylan, PJ Militar, DIAP Foto: Vítor Mota
Hugo Abreu, Dylan Silva, Polícia Judiciária Militar, Cândida Vilar, DIAP, Código de Justiça Militar, Lisboa, crime, lei e justiça, polícia Foto: Vítor Mota
127º Curso de Comandos, Carregueira, Hugo Abreu, Dylan Silva, Ministério Público, Vicente Pereira Foto: Vítor Mota

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Os processos clínicos dos Comandos Hugo Abreu e Dylan da Silva, que morreram durante um treino, ainda não foram entregues ao Departamento de Investigação e Ação Penal. 

Segundo avança o jornal Público, os exames foram solicitados três vezes e "com a máxima urgência", mas ainda não chegaram até ao DIAP, que conduz o processo-crime. 

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Cinco oficiais e dois sargentos foram indiciados por crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física mas o Ministério Público ainda não conseguiu dar seguimento aos trâmites processuais por falta de documentos. 

Entre os documentos em falta estão, igualmente, os guiões da Prova Zero dos cursos de comandos, que vão desde 1993 a 2002.

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Servirão para avaliar as linhas que orientam quem exerce este tipo de instrução militar, pelo que serão fundamentais para perceber o que correu mal e quando foram implementadas medidas que possam ter conduzido à morte dos militares (como o racionamento de água, que ainda não se sabe se está no guião ou se resultou de uma decisão tomada por quem liderava o exercício). 

Recorde-se que, já em 1993, o curso foi interrompido por razões similares.

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