Explosão em fábrica faz três feridos

Três operários fabris ficaram feridos, dois deles com bastante gravidade, na sequência de uma explosão num forno de uma fundição de alumínio, em Nogueira do Cravo, Oliveira de Azeméis.

04 de dezembro de 2007 às 00:00
Explosão em fábrica faz três feridos Foto: Direitos Reservados
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Um dos feridos é um imigrante ucraniano, de 37 anos, e apresenta queimaduras de 2.º e 3.º graus, numa extensão de cerca de 70 por cento do corpo. Foi evacuado de helicóptero para o Hospital de S. José, em Lisboa.

A explosão ocorreu na parte inferior do forno que, embora não tenha ficado danificado, vai estar inactivo “por tempo indeterminado, até que as investigações terminem”, diz Eva Teixeira, uma das responsáveis da empresa EVA – Valorização de Alumínios.

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Os Bombeiros Voluntários de Fajões receberam o alerta via 112 pelas 11h48. Deslocaram para o local três ambulâncias, apoiados por duas equipas médicas de Gaia e Feira e um helicóptero do INEM do Hospital Pedro Hispano.

Uma das vítima, de 52 anos, apresentava ferimentos menos graves. Ainda assim, o seu estado de saúde foi considerado preocupante e foi transferida para o Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira. Um terceiro homem, de 43 anos, foi transportado para o Hospital da Prelada, no Porto, e o seu prognóstico é reservado. “Tem queimaduras de 3.º grau, numa vasta extensão do corpo, está ligado ao ventilador e só nos próximos dias se poderá fazer uma avaliação”, disse a mesma fonte.

A vítima mais grave é o imigrante ucraniano, atingido na zona genital. Só mais de uma hora depois do acidente é que as equipas médicas e bombeiros consideraram estar reunidas as condições para a sua evacuação de helicóptero para o Hospital de S. José, em Lisboa, À hora do fecho desta edição, o seu prognóstico ainda era reservado.

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A explosão do forno deixou Eva Teixeira alarmada. “Não sabemos o que aconteceu. O forno era novo, estava em funcionamento há oito dias e cumpre todas as normas de segurança. Talvez tenha sido alguma coisa que tenha sido lá posta, mas só as investigações poderão determinar as causas. O acidente está coberto pelo seguro, mas a fundição, que emprega uma dezena de pessoas, “está parada porque o forno é a componente principal da laboração.”

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