Falso estripador absolvido e solto (COM VÍDEO)

José Guedes, 46 anos, é um homem livre. O Tribunal de Aveiro absolveu-o, ontem, do homicídio qualificado da prostituta Filipa Ferreira, em Cacia, no ano 2000. Depois de ouvir a decisão do tribunal de júri, o falso ‘Estripador de Lisboa’ – que estava preso há mais de um ano, depois de ter contado a uma jornalista que cometera o crime, tal como disse que no início da década de 90 matara três prostitutas na Grande Lisboa – emocionou-se.

17 de janeiro de 2013 às 01:00
ESTRIPADOR, ABSOLVIÇÃO, CRIME, HOMICÍDIO, JULGAMENTO, TRIBUNAL, AVEIRO Foto: Amândia Queirós
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Seguiu para casa com a mulher e o filho e foi cumprir o primeiro desejo de liberdade: comer comida caseira. A absolvição baseou-se na falta de provas. "Há uma insanável dúvida. Não temos provas de que o senhor cometeu o crime, mas não quer dizer que não o tenha cometido", disse o juiz-presidente Vítor Soares, que desvalorizou a confissão do suspeito a um semanário. "Existiam várias contradições nas declarações. O arguido apenas se limitou a confirmar as sugestões que a jornalista estava a apontar."

O juiz deu um recado a José Guedes. "A sua conduta é censurável. Envolveu dezenas de pessoas. Foi uma despesa. Se não praticou este crime, aconselho-o a meditar da próxima vez que lhe der na cabeça de querer ser famoso." O júri também o ilibou de um crime de fogo posto.

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Poliana Ribeiro, advogada do arguido, pondera pedir uma indemnização "às pessoas responsáveis" pelos 13 meses que o falso ‘estripador’ esteve na cadeia: "É muito tempo para um inocente." O Ministério Público e a defesa de Filipa Ferreira, que foi morta fez ontem 13 anos, vão agora recorrer para a Relação.

Ontem, após deixar o tribunal, José Guedes, que se recusou a prestar declarações, rumou à cadeia de Aveiro com a família, de onde saiu com todos os seus pertences. Já no Porto, apanhou o metro, nas Antas, e seguiu para sua casa, em Matosinhos.

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