Faltam 1255 agentes da PSP na Grande Lisboa

Comandante diz que teve 238 polícias agredidos em 9 meses.

20 de novembro de 2019 às 08:38
Cerimónia do 152º aniversário do Cometlis teve esta terça-feira lugar na Damaia Foto: Pedro Simões
Eduardo Cabrita na cerimónia Foto: Pedro Simões

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O comandante do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP traçou esta terça-feira um retrato negro da unidade, a maior do País (com 7500 agentes e que patrulha uma área entre Lisboa e Torres Vedras). No discurso do 152º aniversário, Jorge Maurício frisou a falta de efetivos, alertando para a saída de 1255 operacionais desde 2011.

Na Damaia, Amadora, e com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na plateia, Jorge Maurício especificou que perdeu 1152 agentes, 52 chefes e 51 oficiais. "Além das saídas para a aposentação, destaco as perdas de operacionais para a PJ, SEF e Autoridade Tributária. São 110 carros-patrulha a menos que temos por dia", explicou. O comandante do Cometlis considerou ainda ser "incompreensível manter o atual modelo de policiamento", defendendo que a polícia de Lisboa trabalha com esquadras a mais: a capital portuguesa tem 27 esquadras genéricas, e Madrid, em Espanha, apenas 20.

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Defendendo a "proatividade" do efetivo que dirige, visível nos resultados operacionais alcançados (o crime grave baixou 6 % entre janeiro e setembro de 2019 na área do Cometlis, e o crime geral 5,7%, com 6542 pessoas detidas), Jorge Maurício mostra preocupação com as agressões aos agentes de autoridade: "238 polícias foram agredidos na área do Cometlis nos primeiros 9 meses deste ano. Pedimos a implementação de videovigilância dentro das esquadras e também de câmaras nas fardas dos polícias. Será um meio de defesa", considerou.

Luís Farinha, diretor nacional da PSP, pediu "um mais justo reconhecimento das condições de trabalho de todos os elementos policiais". O bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Rui Valério, celebrou missa pelos mortos em serviço. Apelou a uma "cultura da legalidade, do respeito e da segurança".

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Eduardo Cabrita diz que PSP da capital beneficia de mais de metade das entradas

O ministro rejeitou ainda que a manifestação de amanhã que reúne polícias e guardas seja contra o programa do Governo. "Os sindicatos da PSP e associações da GNR mostraram-se dispostos a negociar com a tutela", afirmou. "O direito de manifestação é um direito democrático", disse.

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