Fogo dado como controlado salta A25 e cerca aldeias na Guarda
Populares apontam falta de meios em incêndio com quase 500 bombeiros e 11 meios aéreos.
"Um fogo medonho", combatido por populares com "pás, ramos e pequenas mangueiras". Esta era a realidade dos moradores das aldeias de Amoreira e de Cabreiro, na Guarda, perante o incêndio que na terça-feira saltou a A25 e a EN16 - vias que estiveram interditadas à circulação durante largas horas. O fogo que tinha começado à hora de almoço de segunda-feira, chegou a ser dado como como controlado, mas voltou a ganhar força e a estender-se por uma vasta área.
Este incêndio estava na terça-feira à noite a consumir mato e floresta nos concelhos da Guarda, Sabugal, Almeida e Pinhel. Neste último, a localidade de Pínzio era uma das que levantava mais preocupações e onde a GNR retirou dezenas de pessoas de casa, sobretudo idosos. O desespero tomou conta das populações, que sem verem bombeiros nas imediações usavam os meios disponíveis para tentar salvar casas e propriedades. "Estamos a esticar mangueira para proteger a casa da minha mãe. Ali em baixo, um cunhado meu tem uma nave com mais de 300 fardos de palha e 300 ovelhas. Recusam-se a sair para defender o que é deles. temos de os ir ajudar", relatava um homem no único acesso por estrada à aldeia de Cabreiro. Neste incêndio chegaram a estar envolvidos quase 500 bombeiros, 142 viaturas e 11 meios aéreos.
O outro grande fogo do dia ameaçou a aldeia de Luzim, em Penafiel . "Foi mais uma noite de sobressalto, sem dormir, pois o fogo continua perto das casas", lamentava dona Celeste. Valeu a achegada dos bombeiros para controlar as chamas uma vez que os meios dos populares não eram suficientes e na altura.
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