Fogo no Caramulo, em Tondela, entra em fase de rescaldo
Bombeiro assegurou que "nenhum meio será desmobilizado até o rescaldo ficar consolidado".
O incêndio que chegou a Daires, na freguesia do Guardão (Caramulo), no concelho de Tondela, uma das frentes do fogo que teve início em Vouzela, na quinta-feira, está em fase de rescaldo, disse à Lusa fonte dos bombeiros.
O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros, Pedro Miguel, revelou que o incêndio já deu tréguas e que se encontra em fase de rescaldo, não existindo qualquer frente ativa.
O bombeiro assegurou que "nenhum meio será desmobilizado até o rescaldo ficar consolidado".
A encosta da serra do Caramulo estava "com várias frentes ativas, sem estarem controladas e na direção do Caramulo [freguesia do Guardão]", acabando por chegar à aldeia de Daires, disse à agência Lusa, pelas 20h50 de sábado, a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges
Pelas 20h50 de sábado, o incêndio continuava "a lavrar com intensidade junto a diversas povoações," nas freguesias de São João do Monte e do Guardão, ou seja, Caramulo, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.
Em Vale do Lobo ou Abóboda, na freguesia de são João do Monte, houve alguns reacendimentos, mas aquela hora já estava "controlado".
A autarca disse ainda que, "ninguém partilhou informação sobre qualquer pessoa ferida ou bens destruídos no concelho" de Tondela.
O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.
Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.
Até ao momento, há seis vítimas ligeiras a registar, três bombeiros voluntários, um sapador, e dois civis, um deles no concelho de Águeda.
Na sexta-feira, este incêndio destruiu totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia e ainda aviários e animais.
Pelas 12h32, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.199 operacionais no terreno, apoiados por 393 veículos e 15 meios aéreos.
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