Forças especiais no mar de Itália
Grupo de Ações Táticas dará caça a traficantes de droga e armas.
A Polícia Marítima foi chamada a participar numa operação europeia de controlo de migrantes no mar de Itália com uma equipa do Grupo de Ações Táticas (GAT), a sua força especial, e uma lancha rápida. Segundo fonte oficial garantiu ao CM, o arranque da missão está apenas dependente da aprovação final do governo.
O GAT é utilizado contra alvos considerados "muito perigosos", estando especialmente treinados para abordagens a embarcações hostis. Os responsáveis da agência europeia Frontex, que lidera a Operação Triton, querem uma equipa capaz de combater os traficantes de migrantes, e também de droga e armas, que têm utilizado a via do Mediterrâneo central nos mares territoriais de Itália. A força portuguesa irá atuar como unidade de reserva para operações especiais.
O CM sabe que a missão já está a ser preparada e o chefe de equipa e outro elemento podem seguir para Itália a 22 de maio, viajando os restantes poucos dias mais tarde. No total, estarão envolvidos 15 agentes do GAT e uma embarcação de alta velocidade entre 1 de junho e 31 de julho.
Já autorizado está o regresso da Polícia Marítima à Operação Poseidon, no mar Egeu, Grécia, onde o ano passado resgatou mais de 3600 refugiados. A partida dos primeiros onze agentes e dois militares da Marinha, que farão manutenção às embarcações, será a 26 de abril. Entre 1 de maio e 31 de outubro passarão pela Grécia 37 polícias, dois militares e três faroleiros. Vão ser utilizadas duas embarcações (apenas uma sempre a navegar), uma viatura de vigilância costeira (com radar) e um contentor de manutenção.
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