Fraude milionária em empresa de segurança privada lesa erário público em mais de 3 milhões de euros

PJ do Norte apreende quase 700 mil euros em cofre bancário. Quatro suspeitos constituídos arguidos.

Atualizado a 16 de abril de 2026 às 15:38
Operação da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária no âmbito de inquérito do DIAP da Feira Foto: Direitos Reservados
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Quatro suspeitos foram constituídos arguidos numa operação da PJ do Norte que visou uma empresa de segurança privada, os seus administradores e um responsável pela gestão de pessoal, suspeitos de uma fraude que terá lesado o erário público em mais de três milhões de euros só em contribuições para a Segurança Social. Foram apreendidos 686 mil euros.

De acordo com a PJ, a fraude consistia em camuflar o pagamento de trabalho suplementar prestado pelos colaboradores da empresa, subtraindo-o ao cumprimento das obrigações fiscais e contributivas, causando um prejuízo significativo. Em causa estão os crimes de associação criminosa, fraude contra a Segurança Social, fraude fiscal e falsidade informática.

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"Refira-se que, em fase anterior da investigação, foram realizadas diversas buscas domiciliárias e não domiciliárias, das quais resultou a constituição de quatro arguidos, bem como a detenção de uma pessoa pela prática do crime de detenção de arma proibida", acrescenta a PJ, em comunicado. Nessas diligências foram ainda apreendidos montantes significativos em numerário, material informático, incluindo telemóveis, computadores portáteis e suportes de armazenamento digital, mas também documentação relacionada com a gestão de recursos humanos, incluindo mapas de horas e registos de trabalho, bem como uma arma de fogo e respetivas munições.

O inquérito é titulado pelo DIAP de Santa Maria da Feira. Com a apreensão agora efetuada, o valor global de numerário apreendido neste processo ultrapassa um milhão de euros, "o que vem reforçar os indícios já recolhidos quanto à dimensão da atividade ilícita em investigação", refere ainda a PJ.

A Polícia Judiciária do Porto teve dificuldade em contar o dinheiro apreendido num cofre bancário da empresa de segurança privada. Os inspetores, arguidos, e o juiz de instrução Pedro Miguel Vieira tiveram mesmo de ir às máquinas da Caixa Geral de Depósitos, para terem noção do valor. Não esperavam que fosse tanto e muito era em notas pequenas. O CM sabe que a empresa visada faz segurança em vários hospitais do País.

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