Fraude milionária em empresa de segurança privada lesa erário público em mais de 3 milhões de euros
PJ do Norte apreende quase 700 mil euros em cofre bancário. Quatro suspeitos constituídos arguidos.
Quatro suspeitos foram constituídos arguidos numa operação da PJ do Norte que visou uma empresa de segurança privada, os seus administradores e um responsável pela gestão de pessoal, suspeitos de uma fraude que terá lesado o erário público em mais de três milhões de euros só em contribuições para a Segurança Social. Foram apreendidos 686 mil euros.
De acordo com a PJ, a fraude consistia em camuflar o pagamento de trabalho suplementar prestado pelos colaboradores da empresa, subtraindo-o ao cumprimento das obrigações fiscais e contributivas, causando um prejuízo significativo. Em causa estão os crimes de associação criminosa, fraude contra a Segurança Social, fraude fiscal e falsidade informática.
"Refira-se que, em fase anterior da investigação, foram realizadas diversas buscas domiciliárias e não domiciliárias, das quais resultou a constituição de quatro arguidos, bem como a detenção de uma pessoa pela prática do crime de detenção de arma proibida", acrescenta a PJ, em comunicado. Nessas diligências foram ainda apreendidos montantes significativos em numerário, material informático, incluindo telemóveis, computadores portáteis e suportes de armazenamento digital, mas também documentação relacionada com a gestão de recursos humanos, incluindo mapas de horas e registos de trabalho, bem como uma arma de fogo e respetivas munições.
O inquérito é titulado pelo DIAP de Santa Maria da Feira. Com a apreensão agora efetuada, o valor global de numerário apreendido neste processo ultrapassa um milhão de euros, "o que vem reforçar os indícios já recolhidos quanto à dimensão da atividade ilícita em investigação", refere ainda a PJ.
A Polícia Judiciária do Porto teve dificuldade em contar o dinheiro apreendido num cofre bancário da empresa de segurança privada. Os inspetores, arguidos, e o juiz de instrução Pedro Miguel Vieira tiveram mesmo de ir às máquinas da Caixa Geral de Depósitos, para terem noção do valor. Não esperavam que fosse tanto e muito era em notas pequenas. O CM sabe que a empresa visada faz segurança em vários hospitais do País.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt