“Fruta podre” nas polícias gera revolta contra IGAI

Principal sindicato da PSP acusa Anabela Cabral de ignorar problemas internos enquanto imputa responsabilidades aos comandantes.

10 de setembro de 2024 às 01:30
Imagem PORTUGAL_ESCOLA_PR_TICA_DE_POL_CIA_PHC03_527586720012009.JPG (22375642) Foto: Direitos Reservados
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A reação da Inspetora-Geral da Administração Interna (IGAI) às conclusões do inquérito sobre crimes de ódio cometidos por polícias nas redes sociais está a motivar nova revolta na PSP e GNR. Em causa, a reportagem de 2022, que acusou 600 polícias, mas que terminou com 13 processos e oito punições, entre 40 mil elementos.

Agora, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) acusa Anabela Cabral - líder da IGAI e que está de saída -, que disse ser preciso estar atento "à fruta podre" e que imputou responsabilidades aos comandantes, de nada dizer sobre as dificuldades em que estes trabalham.

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"São inúmeras acumulações de funções, muitas delas humanamente impossíveis de assumir. Há um exemplo e inaceitável, onde uma subcomissário comandava seis esquadras. A ASPP/PSP oficiou a IGAI, mas as entidades destinatárias fizeram como sempre e, aos costumes, disseram nada", afirma o presidente Paulo Santos, para quem "as injustiças criadas pela incapacidade de resposta operacional está a empurrar os profissionais para um ‘burnout’ coletivo".

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