“Fruta podre” nas polícias gera revolta contra IGAI
Principal sindicato da PSP acusa Anabela Cabral de ignorar problemas internos enquanto imputa responsabilidades aos comandantes.
A reação da Inspetora-Geral da Administração Interna (IGAI) às conclusões do inquérito sobre crimes de ódio cometidos por polícias nas redes sociais está a motivar nova revolta na PSP e GNR. Em causa, a reportagem de 2022, que acusou 600 polícias, mas que terminou com 13 processos e oito punições, entre 40 mil elementos.
Agora, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) acusa Anabela Cabral - líder da IGAI e que está de saída -, que disse ser preciso estar atento "à fruta podre" e que imputou responsabilidades aos comandantes, de nada dizer sobre as dificuldades em que estes trabalham.
"São inúmeras acumulações de funções, muitas delas humanamente impossíveis de assumir. Há um exemplo e inaceitável, onde uma subcomissário comandava seis esquadras. A ASPP/PSP oficiou a IGAI, mas as entidades destinatárias fizeram como sempre e, aos costumes, disseram nada", afirma o presidente Paulo Santos, para quem "as injustiças criadas pela incapacidade de resposta operacional está a empurrar os profissionais para um ‘burnout’ coletivo".
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