Fundador do Doutor Finanças alvo de processo disciplinar por assédio moral e sexual
Rui Pedro Bairrada foi impedido de entrar na empresa intermediária de crédito. Visado, que ficou conhecido por ter subido de estafeta a CEO, nega todas as acusações.
Várias denúncias de assédio moral e sexual contra Rui Pedro Bairrada, fundador, Chairman e acionista minoritário do Doutor Finanças, levaram à abertura de um processo disciplinar no final de 2025, confirmou fonte oficial da empresa ao 'Observador': “O processo foi desencadeado nos termos aplicáveis, na sequência de denúncias de comportamentos que, a comprovarem-se, são incompatíveis com os valores e normas de conduta da organização”.
São-lhe imputados comentários impróprios em contexto profissional visando mulheres, bem como gritos e um discurso agressivo. Com base nas denúncias recentes (haverá também outras mais antigas) foram-lhe apresentadas duas notas de culpa, em janeiro e março, que detalham os factos imputados e que levaram à proibição de entrada nas instalações da empresa desde o início do ano. As denúncias foram realizadas “através dos canais internos adequados”.
Os advogados de Rui Pedro Bairrada já contestaram as notas de culpa. “Tudo do que estou a ser acusado não é verdade, tenho provas disso e vou demonstrá-lo em sede própria”, afirmou o homem que ficou conhecido por ter começado como estafeta do Deutsche Bank em 1995 e chegado a CEO da Doutor Finanças, companhia que criou para melhorar as escolhas financeiras dos portugueses e que tem hoje 300 funcionários. A direção garante que o visado está afastado de funções executivas desde janeiro de 2025 e que este processo disciplinar não afeta a gestão.
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