"Ganhava dinheiro com os copos, não com atos sexuais", diz cabecilha de rede de prostituição em Vila do Conde
Tribunal reproduziu declarações de alegado cabecilha. Rede de prostituição levou 75 mulheres para bar de Vila do Conde. As mulheres foram apanhadas nas buscas em pleno ato sexual.
Quatro dos arguidos de uma rede de prostituição ficaram em silêncio esta quarta-feira no Tribunal de Matosinhos. Rui Sousa, que é apontado como o cabecilha do esquema, tinha, no entanto, já prestado depoimento na investigação e as suas declarações foram reproduzidas. É acusado, de juntamente com os cúmplices, levar 75 mulheres para um bar de alterne, em Vila do Conde. Os crimes ocorreram entre 2015 e 2019. "Os privados eram apenas para striptease, estavam mais reservados, não quer dizer que fizessem algo. Não era permitido sexo, mas por vezes aconteceu. Isso incomodava-me porque eu ganhava dinheiro com os copos, não com atos sexuais", alegou, durante a investigação, Rui Sousa.
A acusação refere que por cada ato sexual eram cobrados entre 30 a 100 euros. Nas buscas foram encontrados mais de 500 preservativos e as mulheres foram surpreendidas em pleno ato sexual. Quando questionado sobre tais factos, Rui Sousa deu poucas explicações. "Os preservativos deviam ser elas que levavam, provavelmente nas bolsas. Nos privados não tinha nada disso", disse o arguido no primeiro interrogatório, tendo alegado ainda que não sabia que muitas mulheres estavam ilegais.
O processo envolve quatro homens e duas mulheres, que não estiveram no julgamento.
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