Libertação de gases intoxica funcionários de empresa hortofrutícola no Bombarral

Avaria num aparelho estará na origem do incidente. Dos 171 funcionários assistidos, 12 foram para o Hospital.

Atualizado a 09 de julho de 2026 às 15:32
Gases tóxicos obrigam à retirada de trabalhadores de armazém de fruta no Bombarral Foto: Carlos Barroso
Gases tóxicos obrigam à retirada de trabalhadores de armazém de fruta no Bombarral Foto: Carlos Barroso

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A libertação de gases tóxicos numa operação que estava a ser realizada numa empresa de frutas e legumes no Bombarral, levou 12 funcionárias ao hospital das Caldas da Rainha devido ao mal-estar provocado. Todos os 171 funcionários foram observados pelas equipas médicas.

O incidente terá sido causado por uma avaria num aparelho.

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Uma avaria no doseador que mistura hipoclorito de sódio com ácido sulfúrico, numa ação de desinfeção, terá estado na origem da libertação de gases tóxicos num armazém da empresa hortofrutícola O Melro, em Sanguinhal, Bombarral.

A reação química devido a uma dose superior à adequada provocou nos funcionários mal-estar, náuseas e problemas respiratórios. Não houve derrame de substâncias nem fugas para o meio ambiente, tendo o incidente ficado circunscrito às instalações da empresa.

Após o alerta dado minutos antes das nove da manhã desta quinta-feira, dirigiram-se ao local 35 operacionais e quinze viaturas, dos bombeiros do Bombarral, Cadaval, Torres Vedras, Óbidos e Caldas da Rainha, a Cruz Vermelha das Caldas da Rainha, a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas da Rainha, a Proteção Civil do Bombarral e a GNR.

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Segundo o comandante dos bombeiros do Bombarral, Pedro Lourenço, “151 funcionários foram para o ponto de encontro nas instalações, programado para casos de urgência. 79 foram avaliados pelas equipas de emergência pré-hospitalar, alguns foram assistidos no local e doze mulheres foram levadas para o Hospital das Caldas da Rainha, com ferimentos considerados leves”.

Duas horas e meia após o alerta os meios de socorro foram desmobilizados, permanecendo técnicos de higiene e segurança a aferir a qualidade do ar na empresa, na altura encerrada temporariamente por precaução e para essa operação.

Em maio de 2019, na mesma empresa 14 trabalhadores sofreram uma intoxicação devido a um incidente durante a realização de obras na cobertura do armazém. O corte de materiais no telhado provocou a libertação de produtos e fumos tóxicos para o interior das instalações, tendo os funcionários afetados necessitado de assistência médica urgente.

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