Gestor condenado por gravar relações sexuais sem consentimento com mulheres. Câmara estava escondida entre molduras
Além da pena suspensa, homem tem ainda de pagar uma indemnização de 7300 euros a uma das vítimas.
José F, gestor de empresas, foi condenado por gravar, sem consentimento, as relações sexuais que tinha com mulheres. Antes de iniciar as práticas sexuais, o homem escondia uma pequena câmara entre molduras ou na cómoda e, sem que as mulheres percebessem, começava a gravar. Os conteúdos eram depois guardados no computador. Para cada uma das vítimas, José tinha uma pasta no dispositivo com os vídeos. Uma das mulheres foi gravada sete vezes.
Os crimes de devassa da vida privada e gravação ilícita valeram ao gestor a condenação a dois anos e oito meses de prisão, com pena suspensa, avança o Jornal de Notícias. O arguido recorreu da pena. José argumentou que os vídeos não foram partilhados com outras pessoas e que uma das vítimas, inclusive, continuou a manter contactos íntimos com o gestor, já depois de saber das gravações. Para justificar o recurso à condenação, o homem alegou ter confessado os crimes e que não tinha antecedentes. Disse estar pessoal e profissionalmente estável.
Segundo o Jornal de Notícias, o gestor foi ainda condenado, pelo Tribunal da Relação de Coimbra, a pagar uma indemnização de 7300 euros a uma das vítimas.
Apesar das tentativas do arguido, os juízes não alteraram a acórdão. Consideraram os factos particularmente graves e a violação séria da privacidade.
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