GNR assassinado sem nome em rua na Quinta do Conde
Autarquia recusa pretensão da família de Nuno Anes.
A Câmara de Sesimbra não conseguiu encontrar uma rua no concelho para dar o nome de Nuno Anes, o militar da GNR da Quinta do Conde que morreu em agosto de 2015 assassinado a tiro quando acorreu a ajudar as vítimas de um duplo homicídio. O pedido formal foi feito pela família em março do ano passado. A resposta chegou agora: "Neste momento, não existem (...) arruamentos disponíveis".
Segundo apurou o CM junto de amigos da família, a revolta com a autarquia levou a que recusassem de imediato a oferta de uma medalha de mérito municipal grau bronze a Nuno Anes, condecoração que seria entregue a 4 de maio, feriado municipal de Sesimbra. "É apenas latão", disse um amigo da família. A câmara tinha oferecido a medalha a título póstumo com a justificação de estar solidária e não querer "deixar de prestar homenagem a quem ao serviço de tão nobre profissão acabou por perder a vida na tentativa de ajudar o seu semelhante."
A família fez o pedido para ser dado o nome de Nuno Anes a uma rua na freguesia da Quinta do Conde, onde o militar vivia, trabalhava e morreu aos 25 anos. A câmara confirmou ao CM que o pedido não foi satisfeito porque "neste momento não há disponibilidade de ruas". "Trocar o nome de uma é impossível devido às burocracias".
Nuno Anes foi morto a 29 de agosto de 2015 por Rogério Coelho (77 anos, falecido antes do julgamento). O homem tinha instantes antes abatido o vizinho PSP José Pereira, 52 anos, e o filho deste, Diogo, de 23.
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