Governo aprova compra de 'bodycams' para forças de segurança num total de 6 milhões de euros
Ministro da Presidência explica que as câmaras nas fardas dos agentes da PSP e dos militares da GNR "podem fazer toda a diferença no combate ao crime".
O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a compra de 'bodycams' para as forças de segurança - PSP e GNR -, num investimento de mais de seis milhões de euros.
Aos jornalistas, o ministro da Presidência explicou que as câmaras nas fardas dos agentes da PSP e dos militares da GNR "podem fazer toda a diferença no combate ao crime, na medida em que podem oferecer meios de prova adicionais para tornar o combate ao crime e a ação das forças de segurança mais eficazes".
"Protegem as forças de segurança, na medida em que eventuais ameaças ficam registadas, e reforçam a segurança dos portugueses, na medida em que também eles sabem que todas as condutas ficam gravadas", acrescentou António Leitão Amaro.
Em junho do ano passado, o Tribunal de Contas deu visto favorável ao contrato para adquirir a plataforma que vai gerir as câmaras nos uniformes da polícia, numa etapa que antecedeu a compra das câmaras.
O contrato assinado em março de 2025 entre o Ministério da Administração Interna (MAI) e a empresa NOS tem a duração de 36 meses e a plataforma custou mais de um milhão de euros, de acordo com o documento publicado no portal Base.
O concurso público para aquisição da plataforma que vai gerir as 'bodycams' foi lançado em abril de 2023, ainda pelo Governo de António Costa, prevendo a aquisição de forma faseada de cerca de 10.000 'bodycams' até 2026, num investimento de cinco milhões de euros.
Este concurso acabou por ser impugnado duas vezes e só em janeiro de 2025 é que o Supremo Tribunal Administrativo deu razão ao Governo e recusou a ação interposta pela empresa que impugnou o concurso.
Em fevereiro do mesmo ano, no parlamento, o então secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, já tinha anunciado que o concurso público para aquisição das 'bodycams' iria acontecer em breve, indicando que as mesmas deveriam ser adquiridas no prazo de seis meses, o que não chegou a acontecer.
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