Governo dá louvor póstumo e medalhas aos cinco GNR que morreram em queda de helicóptero no Douro

Militares são louvados pelas "excecionais qualidades físicas e morais e notáveis atributos de caráter, manifestados no desempenho das funções da especialização de Proteção e Socorro".

24 de outubro de 2024 às 10:59
Daniel Pereira, António Jorge Teixeira, Pedro Jesus Santos, Tiago Pereira e Fábio Pereira (pela ordem que aparecem na imagem) - os militares mortos na trágica queda de helicóptero no Douro Foto: Direitos reservados
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O Ministério da Administração Interna atribuiu, a título póstumo, um louvor aos cinco militares da GNR de Armamar que a 30 de agosto morreram quando o helicóptero de combate a incêndios onde seguiam se despenhou no rio Douro, em Lamego. O louvor conjunto foi publicado esta quinta-feira em Diário da República, condecorando-os ainda com a Medalha de Serviços Distintos de Segurança Pública, grau ouro.

O cabo António Pinto e os guardas Pedro Santos, Daniel Pereira, Fábio Pereira e Tiago Pereira, que prestavam serviço como equipa helitransportada de combate a incêndios rurais do Posto de Intervenção de Proteção e Socorro (PIPS) de Armamar, da Companhia de Intervenção de Proteção e Socorro 12 (Alto Tâmega, Douro, Terras de Trás-os-Montes), são louvados "pelas excecionais qualidades físicas e morais e notáveis atributos de caráter, manifestados no desempenho das funções da especialização de Proteção e Socorro".

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"Pautando a sua conduta, em todas as circunstâncias, por um quadro de valores éticos irrepreensíveis, dos quais se salientam a lealdade, a abnegação, a disciplina, o espírito de sacrifício e obediência, a aptidão para bem servir e o sincero comprometimento com os nobres princípios do serviço público, sempre revelaram, estes militares, elevada competência profissional e incessante energia, nas inúmeras intervenções em que participaram, em prol da segurança de pessoas, bens e do património natural", é destacado.

O louvor descreve como, a 30 de agosto, os cinco militares, como guarnição do helicóptero bombardeiro ligeiro "H16", "foram ativados para, em ataque inicial, combaterem um incêndio rural em Gestaçô (Baião)". "De imediato", embarcaram no helicóptero e foram "para o teatro de operações, onde adotou todas as medidas necessárias à resolução da ocorrência, cumprindo exemplarmente a missão superiormente cometida, com assinalável êxito, enorme rapidez e inigualável diligência".

"No momento em que o referido aparelho iniciou o voo de regresso ao Centro de Meios Aéreos de Armamar, a fim de manter a sua prontidão para eventuais ocorrências que ainda se pudessem verificar, ocorreu a sua queda no rio Douro, próximo de Samodães (Lamego), da qual, tragicamente, resultou a morte de todos os militares", assinala o louvor. Recorde-se que apenas sobreviveu o piloto do helicóptero, um civil.

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"Mercê da vasta experiência operacional acumulada, profundos conhecimentos técnicos, inabalável determinação, acentuada abnegação e inequívoca valentia que manifestavam, na defesa de pessoas e bens, destacaram-se estes militares pela prática de singulares atos de coragem, no cumprimento da mui nobre missão que lhes foi confiada, a qual prosseguiram com total entrega e devoção, inclusivamente com o sacrifício da própria vida", assinala o Governo.

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