Governo só dá aumentos a três mil elementos da PSP e GNR
Apenas elementos das forças especiais têm suplemento atualizado. Protestos podem estar a caminho.
A reunião da Ministra da Administração Interna (MAI), esta sexta-feira, com cinco associações socioprofissionais da GNR, e seis sindicatos da PSP, não terminou da melhor forma. Os polícias foram informados de que Maria Lúcia Amaral quer, para já, atualizar os salários de apenas três mil dos cerca 43 mil efetivos destas duas forças de segurança. A reação passa pela ida para protestos.
Ricardo Rodrigues, presidente da Associação Nacional dos Sargentos da GNR, explicou ao CM que a MAI "avançou, apenas, com um aumento de 2,15% no suplemento especial de serviço de unidades de elite como a intervenção, inativação de explosivos, investigação criminal ou operações especiais". "Trata-se de um aumento entre os 3 e os 10 euros mensais, que abrange apenas 1300 entre 23 mil profissionais da GNR", disse o dirigente associativo.
De fora, segundo Ricardo Rodrigues, "ficou o fundamental": revisão do estatuto remuneratório; e estatuto dos militares. "Fica mais para a frente", terá dito a ministra.
A Associação dos Profissionais da GNR (APG), por seu turno, refere que a ministra Maria Lúcia Amaral apresentou, igualmente, uma proposta de atualização de 15% na tabela A de gratificados diversos, e 10% na tabela B de gratificados de futebol. "Este processo de negociação já estava premeditado, pois o Orçamento do Estado para 2026 não previa verbas para a nossa valorização remuneratória", considerou César Nogueira, presidente da APG.
Tiago Silva, presidente da Associação Nacional de Oficiais da GNR, disse que "o Governo continua a não querer resolver os problemas".
Por isso, as associações convergem na ideia de protestos.
Aos seis sindicatos da PSP, as propostas foram as mesmas (atualização dos suplementos das forças especiais e proposta de aumentos para gratificados), e por isso, sabe o CM, as estruturas podem convergir para a realização de protestos.
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