Guardas ajudam recluso a burlar por telemóvel

Chefe do corpo da guarda prisional é um dos três detidos.

09 de novembro de 2016 às 08:56
guardas prisionais Foto: Jorge Paula
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Um chefe do Corpo da Guarda Prisional foi detido esta terça-feira, pela Polícia Judiciária de Leiria, no âmbito de uma investigação por corrupção ativa e passiva, burla qualificada e extorsão, que levou ainda à detenção de duas mulheres e à constituição de dez arguidos, um deles guarda prisional.

Os três detidos, com idades entre 25 e 55 anos, que serão hoje levados a primeiro interrogatório judicial em Lisboa, ajudaram um recluso a cometer dezenas de burlas, com vítimas em todo o País.

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No centro dos crimes está a ação deste recluso, de 30 anos, reformado por invalidez, preso desde setembro do ano passado por se fazer passar por inspetor da Polícia Judiciária e das Finanças, funcionário da Segurança Social e veterinário.

Através de contactos telefónicos ou pela internet - com telemóveis introduzidos no Estabelecimento Prisional de Leiria pelos agora detidos -, o recluso convencia as vítimas de que tinham multas ou coimas com pagamentos em atraso, levando-as a fazerem depósitos em contas bancárias que, afinal, eram de "pessoas da sua confiança".

O dinheiro era depois repartido por todos os envolvidos no esquema.

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