Guardas denunciam presos alcoolizados na cadeia de Setúbal

Pelo menos um dos reclusos acusou taxa-crime de 1,89 g/l.

17 de fevereiro de 2025 às 00:00
Cadeia de Setúbal Foto: Rui Minderico
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A cadeia de Setúbal volta, mais uma vez, a ser palco de polémica entre guardas e os Serviços Prisionais. Depois de no final do mês passado ter ocorrido, no pátio daquele estabelecimento prisional, uma festa de ‘karaoke para reclusos, com a presença de uma técnica de reeducação, agora foi encontrado um grupo de presos com sinais evidentes de estar alcoolizado.

A denúncia foi feita ao CM pelo Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP). “Fomos alertados para uma situação de consumo de álcool excessivo por parte dos reclusos”, disse ao CM Frederico Morais, presidente do SNGP.

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O CM apurou que foi dado início a um processo de realização de testes de alcoolemia. Pelo menos um dos reclusos acusou taxa-crime de 1,89 g/l. No entanto, acrescentou Frederico Morais, “só não houve mais testes positivos porque foram suspensos”. “Esta situação demonstra uma enorme falta de segurança do estabelecimento prisional, causada pela falta de guardas juntamente com o excesso de atividades desnecessárias para os reclusos. Isso leva à falta de buscas às celas para que se evite que os reclusos tenham alambiques artesanais para produzir álcool artesanal”, acrescentou o responsável sindical, que pediu “a intervenção urgente da Direção Geral dos Serviços Prisionais para fazer face ao problema de segurança e autoridade que se vive”

Os Serviços Prisionais, por seu turno, “desmentem que se tenha verificado qualquer situação de embriaguez envolvendo um grande número de reclusos da cadeia de Setúbal”. “Verificou-se isso sim, na tarde de sexta-feira, que 2 reclusos, que trabalham como faxinas, apresentavam comportamento compatível com consumo de álcool. Feitos os testes, as suspeitas confirmaram-se, uma vez que consumiram bebida alcoólica feita artesanalmente. Foram objeto dos procedimentos disciplinares legalmente previstos”, concluiu fonte oficial.

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