Guimarães quer feriado nacional a 24 de junho
Feira Afonsina deixa o centro histórico da cidade e será realizado, já este ano, no Monte Latito.
A Feira Afonsina será uma espécie de cartaz de propaganda da Câmara de Guimarães na defesa da ideia de que o dia 24 de junho deve ser declarado pelo Governo feriado nacional.
O evento será realizado, este ano, de 21 a 24 de junho.
Segundo a autarquia, a batalha de S. Mamede - entre as tropas de D. Afonso Henriques e as de sua mãe, Dona Teresa, leais a Castela, que teve lugar junto ao castelo, a 24 de junho de 1228 -, deu origem à "primeira tarde portuguesa" e foi um passo crucial para a fundação do País.
"Queremos, convictamente, que o dia 1 de Portugal (24 de junho) seja data adotada como feriado nacional, por ter sido o momento que espoletou todo o processo da fundação de Portugal. Nada melhor que um evento com a importância da Feira Afonsina para o evidenciar", referiu Domingos Bragança.
O presidente da câmara anunciou que a feira - cujo programa será hoje apresentado - vai deixar o centro histórico e será realizada no Monte Latito, nas imediações do castelo.
"Faz todo o sentido que sejam escolhidos, como palcos principais, os lugares carregados de toda a simbologia e onde decorreram os factos históricos que recordamos", disse o autarca.
Domingos Bragança ressalva, no entanto, que "apesar de se centrar no Monte Latito, toda a cidade histórica terá um ambiente de recriação e celebração e estará, umbilicalmente, ligada à Feira Afonsina".
A grande novidade da edição deste ano é a realização, a 15 de junho, das primeiras jornadas históricas, que vão ter como grande figura Egas Moniz, aio e, segundo a maioria dos historiadores, principal conselheiro de D. Afonso Henriques.
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