Homem condenado por violar e queimar jovem com cigarro garante que é impotente
Jovem de 22 anos foi atacada quando entrava no carro.
Um homem de 42 anos, condenado a cinco anos e nove meses de prisão por violação de uma jovem de 22 anos, alegou ser impotente para anular o julgamento, mas o Tribunal da Relação de Coimbra não tem “quaisquer dúvidas” de que estava com uma “ereção peniana com potência e duração suficiente", pelo que manteve a decisão.
O processo foi julgado no Tribunal de Leiria e o arguido condenado pelos crimes de violação agravada e ofensas à integridade física simples, por ter apagado o cigarro que estava a fumar na coxa da vítima, causando-lhe uma queimadura do segundo grau.
Os factos ocorreram em setembro de 2024, de noite, em Leiria, quando a vítima entrava para o carro, após fechar o café onde trabalhava. Foi atacada pelas costas ao debruçar-se para pôr a mala no banco do pendura. Ficou provado que o violador tinha as calças baixadas até aos joelhos e um preservativo colocado quando se aproximou, não dando hipótese de reação à jovem. Quando se afastou e a virou para a frente, ela agrediu-o na cabeça com uma garrafa de vidro que tinha na mala, fazendo-o cair e fugindo.
Na dia seguinte, o violador regressou ao café onde a vítima trabalhava, sentou-se na esplanada e piscou-lhe o olho, sendo reconhecido pela vítima que ficou “nervosa e amedrontada” e pediu ao patrão para se ir embora. Só nessa altura denunciou o crime e o homem foi detido pela PJ de Leiria, ficando em prisão domiciliária.
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