HOMEM DESESPERA POR OLHO HÁ QUASE 20 ANOS
"Sinto-me abandonado por todos”. É o desabafo de Aguinaldo Fernandes, de 42 anos, residente em Taberna Seca, uma anexa de Castelo Branco, que está há duas décadas à espera de ser chamado para colocar uma prótese, depois de um acidente de trabalho lhe ter roubado uma vista.
Além desta deficiência física e de sofrer de epilepsia este homem, que vive com grandes dificuldades financeiras e sociais, ainda tem de cuidar dos seus pais que estão gravemente doentes.
Aguinaldo Fernandes, que se feriu num acidente de viação na altura em que tinha a função de acompanhante de motorista TIR, não tem condições para trabalhar e durante este tempo todo esperou que a companhia de seguro lhe resolvesse o problema.
“Já lá vão vinte anos a correr de um local para o outro e ninguém me resolveu o problema. Quando chego à seguradora, dizem-me sempre que existem outras pessoas à minha frente, que tenho de esperar. Qualquer dia morro e depois já não preciso do olho”, desabafou ao Correio da Manhã Aguinaldo Fernandes.
Este homem diz estar no limite e apela à ajuda das instituições competentes. “Estou desesperado e preciso da ajuda”, disse Aguinaldo Fernandes que se debate com a falta de dinheiro já que o rendimento familiar é insuficiente.
Contactada pelo CM, a Tranquilidade – seguradora que está com este caso – não se mostrou disponível para falar do assunto.
FAMÍLIA COM MÚLTIPLOS PROBLEMAS
PAIS DOENTES
Aguinaldo Fernandes tem de cuidar da casa e da família, uma vez que o pai, de 73 anos, sofre da doença de Parkinson e a mãe, de 70, padece de Alzeimer.
SEM DINHEIRO
Esta família vive com grandes dificuldades económicas. O homem recebe uma pensão de 180 euros e o seu pai tem uma pensão social, de cerca de 200 euros.
APOIO
A Câmara de Castelo Branco e a Junta de Freguesia, com o apoio da Segurança Social, tiveram de ajudar na construção de uma casa de banho na casa da família.
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