Homem que matou 'ex' e simulou incêndio em restaurante da Amadora acusado pelo homicídio

Crime em fevereiro deste ano. Homicida não aceitou a separação. Estrangulou-a e ateou fogo ao corpo.

30 de julho de 2025 às 10:41
Partilhar

O homem de 45 anos que, no dia 8 de fevereiro deste ano, matou a ex-namorada no restaurante de comida indiana propriedade da vítima, na Amadora, foi acusado pelo Ministério Público. O arguido, de nacionalidade indiana, tal como a vítima, está acusado dos crimes de: violência doméstica agravada; homicídio qualificado; profanação de cadáver; roubo agravado; coação agravada; incêndio; perseguição; extorsão; devassa da vida privada agravada; perturbação da vida privada; e gravações e fotografias ilícitas.

Tal como o CM então noticiou, o homem estrangulou a vítima e simulou que a mesma tinha morrido num incêndio no restaurante.

Pub

De acordo com o Ministério Público, o arguido e a vítima "mantinham uma relação de namoro há cerca de seis anos, tendo vindo viver para Portugal em março de 2024, onde passaram a viver juntos". O homem dependia financeiramente da vítima e, em finais de julho de 2024, por decisão da vítima, terminaram o relacionamento, "tendo o arguido encetado, em várias ocasiões, confrontos verbais e físicos com a vítima, chegando a ameaçá-la de morte".

"Com base na acusação, no dia 8 de fevereiro de 2025, o arguido dirigiu-se ao local de trabalho da vítima, um restaurante na Amadora, esperou que aquela abrisse a porta e empurrou-a para o interior. De seguida, agarrou-lhe o pescoço e esganou-a. Indiferente à resistência da vítima, atirou-a para o chão, impedindo-a de fugir, colocou-se em cima dela, atou uma ponta de um cordão ao pescoço da vítima e colocou-se em pé, em cima dela, e a outra ponta ao corrimão das escadas, puxando o cordão até se aperceber que a vítima deixou de respirar", descreve o Ministério Público.

Após a ter morto, "ateou fogo ao corpo da vítima, mudou de roupa e abandonou o local".

Pub

O homem encontra-se sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

A investigação foi dirigida pelo Ministério Público da Secção Especializada Integrada de Violência Doméstica (SEIVD) de Sintra, com a coadjuvação da Polícia judiciária.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar