Ilhéus angariam verba para garantir socorro da Cruz Vermelha
Associações e residentes pagam para ter posto de atendimento aberto até ao verão.
Os residentes da ilha da Culatra vão assumir, durante três meses, os custos do posto de atendimento da Cruz Vermelha local, para o manter aberto enquanto não é não é encontrada uma solução definitiva.
O posto já tinha ordem de encerramento, devido a falta de verbas, por parte da instituição humanitária.
"Não podemos, de forma nenhuma, encerrar aquele posto. Estamos numa ilha, isolados, e a socorrista é imprescindível para as cerca de 400 famílias que aqui moram e onde existem muitas crianças e idosos", revela ao CM Sílvia Padinha, da Associação de Moradores da Culatra, que , juntamente com a Associação da Nossa Senhora dos Navegantes e o Clube União Culatrense, bem como com os residentes, conseguiu assegurar 1500 euros por mês, durante três meses, para manter a socorrista e os serviços a funcionar naquele posto de atendimento.
No final desses três meses, tem início o Plano de Verão da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, durante o qual, à semelhança de outras zonas balneares, são instalados postos de Saúde, nos meses de julho, agosto e setembro.
Entretanto, foi feita uma reunião com a autarquia de Faro, mas não foi encontrada, para já, uma solução definitiva.
PORMENORES
Socorrista acaba contrato
O contrato da socorrista que está colocada no posto de atendimento da Cruz Vermelha da Culatra terminou esta terça-feira, mas será ela quem se irá manter a prestar o serviço, considerado "imprescindível" pelos residentes, durante, pelo menos, os próximos três meses.
Extensão de Saúde
Para o acompanhamento médico dos ilhéus, a ARS tem na ilha da Culatra uma Extensão de Saúde que atende os utentes todas a terças e quintas-feiras. No entanto, em situações de urgência, além da socorrista, não há outro apoio imediato.
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