Investigação a Fundação Irene Rolo chega à PGR
Macário Correia, atual presidente da instituição, tinha denunciado irregularidades, em março passado.
A investigação de irregularidades na Fundação Irene Rolo, em Tavira, passou para a alçada do Ministério Público, depois de, no ano passado, uma fiscalização à instituição, por parte da Segurança Social de Faro, ter detetado "indícios de crime de participação económica em negócio".
"É uma boa notícia, mas peca por tardia", disse ao CM Macário Correia, atual presidente da Fundação Irene Rolo e que, em março passado, denunciou suspeitas de uma "gestão pouco rigorosa" ao longo de 15 anos, antes de tomar posse em 2014.
Na sequência da denúncia, a Segurança Social realizou uma fiscalização à instituição, que apenas terminou quatro meses depois, em julho. Desde então que Macário Correia estava à espera que o caso fosse remetido para Ministério Público, tendo chegado a admitir sair do cargo se não houvesse desenvolvimentos.
Os indícios recolhidos pela Segurança Social foram finalmente enviados para os serviços da Procuradoria-Geral da República no mês passado. Macário Correia diz ter detetado um prejuízo de cerca de meio milhão de euros em recebimentos irregulares, entre outras situações.
Macário Correia vai continuar em funções
Macário Correia vai continuar em funçõesDesgastado com a demora no início da investigação - que estava a deixar o funcionamento da instituição "cada vez mais degradado" - Macário Correia tinha dito ao CM que deixaria o cargo se não houvesse desenvolvimentos.
Como o caso passou para o Ministério Público, o ex-autarca vai manter-se em funções. "Estava à espera desta decisão e agora decidi continuar para dar apoio ao tribunal e ao Ministério Público na investigação", diz.
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