Pedófilo Farfalha, o 'Bibi dos Açores', novamente acusado de violar menores
Homem foi condenado a 14 anos de prisão por 13 crimes cometidos. 11 crimes foram de abuso sexual de crianças.
Quinze anos depois, Farfalha volta a estar envolvido em suspeitas de abuso sexual. Com base nestes novos indícios, o Investigação CM quis ouvir a versão de Farfalha.
O homem nega todas as acusações e acusa as vítimas de serem prostitutos que se submeteram aos atos sexuais de livre e espontânea vontade.
Farfalha não autorizou a divulgação da entrevista mas por uma questão de manifesto interesse público e porque podem voltar a estar em causa vítimas menores, o Investigação CM decidiu divulgar as explicações chocantes.
Farfalha, o 'Bibi dos Açores'
Os abusos sexuais contra crianças e menores aconteciam na garagem de José Augusto Pavão, conhecido por Farfalha e mais tarde, por ‘Bibi dos Açores’. Em novembro de 2003, o pedófilo foi detido pela Polícia Judiciária.
O pintor da construção civil utilizava uma garagem que tinha para praticar os abusos sexuais. Era o cabecilha desta rede pedófila, que envolveu cerca de duas dezenas de vítimas.
Foi condenado em 2005 a 14 anos de cadeia por abuso sexual de crianças e menores. Saiu em condicional após cumprir cinco sextos da pena, em 2013.
O escândalo agitou o concelho de Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores. Farfalha foi condenado pela prática de 13 crimes: 11 de abuso continuado com menores, um de exibicionismo e outro de violação.
A maioria dos abusos acontecia na garagem de que era proprietário. Os menores eram aliciados com droga e álcool.
Farfalha adaptou uma garagem para "criar um ambiente propício à desinibição", aproveitou a "menor resistência" das jovens para "as induzir na prática de actos dessa natureza com ele próprio e com outros homens que aí compareciam".
Outros 17 homens que supostamente frequentavam a garagem também foram julgados, entre eles o médico Luís Arruda e dois irmãos de Farfalha. Apenas três conseguiram a absolvição.
O caso foi considerado exemplar pela celeriddae com que decorreu, comparativamente com o processo Casa Pia que então concentrava a atenção geral do país.
O acórdão do Tribunal de Ponta Delgada confirmou as suspeitas sobre o modo de funcionamento da rede.
Segundo o tribunal, "conseguida a presença dos menores na garagem, José Augusto Pavão passou a confrontá-los com adultos seus conhecidos que queriam manter relacionamento sexual com eles".
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